quarta-feira, 16 de março de 2011
Adeus, pequeno Rei
O mundo perde hoje um menino inteligentíssimo que era ótimo karateca, que adorava aprender e que achava bonito fazer mágicas. Que gostava de brincar e tinha nos olhos a inocência que hoje em dia é tão rara nas crianças. Não tenho palavras pra descrever o quanto essa criaturinha me marcou. O quanto ele e os outros meninos da sua turminha me marcaram e me fizeram ver que o que eu queria, de verdade, era ser professor.
Obrigado, Arturzinho. Que tenha aprendido na mesma poporção que me ensinou... Que ensine aos anjos o que é ser doce...
Sempre vou ouvir sua risada ao imitar o meu sotaque fajuto, chamando-o de "King Arthur!"
terça-feira, 8 de março de 2011
Através do Universo
Mais uma vez me deito nesse meu berço, em um período crucial onde se inicia um novo ciclo, uma nova etapa. Tenho a sensação de que precisava estar aqui. Precisava estar nesse meu berço de tantas coisas para que pudesse me lembrar que, aconteça o que acontecer, é preciso continuar. É preciso seguir em frete, com afinco, fazendo de cada pedra um degrau, cada tropeço um impulso à frente, sem se esquecer que sempre, ladeando a estrada, há os amigos a quem posso recorrer!
Saindo desse quarto, o mundo me espera lá fora. O sol a brilhar no céu azul, tudo muito lindo, assim como eu. Sendo assim, dear Charlie, won’t you come out to play?
Dear Charlie, greet the brand new Day!
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Sobre as aparências
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Mais sobre os sonhos
Mas há ainda um outro tipo de sonho que tenho sempre que é muito bizarro e esse, creio eu que não seja tão comum. Às vezes eu sonho que me aconteceu uma coisa muito boa, que eu estava esperando muito. Dia desses eu estava precisando de grana e sonhei que tinha achado 100 reais e escondi o dinheiro debaixo do travesseiro. Quando acordei de manhã, fui todo "cheio de si" pegar a minha mufunfa e cadê? Tinha ficado no sonho, mesmo. Não havia resquício nenhum de que o dinheiro havia estado ali. E esses dias eu sonhei que estava longe de todos os meus problemas e que os amigos que eu mais amo estavam junto comigo o tempo todo. Pra onde quer que eu olhasse, tinha alguém pronto pra me dar um abraço, me dizer uma palavra de afeto... Daí eu acordei, e vi que esse sonho é a mais pura realidade!
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
O Pombo Novo
sábado, 25 de dezembro de 2010
Outra história de Natal
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
A Morte
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Sobre os tempos de escola
_ Pode descer o cacete, por minha conta!
Eu estudava com o Nêgo, aquele que fumava escondido comigo. A gente tinha pavor de errar. Estudávamos em casa, fazíamos o dever e, quando chegávamos na escola era aquele medo. Será que íamos levar um puxão de orelha ou um cascudo?
O puxão de orelha doía mais na alma do que na orelha, na verdade. Ele nos tirava o direito de errar pra poder aprender. Dependendo da cara da professora ao corrigir nossas tarefas, ou ao perceber um comportamento um pouco inadequado, a gente já se encolhia e esperava o castigo.
Esse fantasma do puxão de orelha ainda me persegue até hoje. Tenho muito medo de errar, ou fazer algo que desagrade a alguém e levar um puxão de orelha. Ainda encontro por aí muitas professoras que preferem dar um puxão de orelha a ensinar o que é certo ou aceitar que você teve dificuldade em assimilar algo. Ainda me encolho, esperando o castigo que virá, de uma forma ou de outra.
Estou aqui encolhidinho agora, vai doer... Eu sei que vai.
terça-feira, 6 de julho de 2010
Uma pequena história de amor
segunda-feira, 12 de abril de 2010
Sobre os mistérios da noite.
_Vamos dormir, comadre Dolores. Hoje é dia do Seu Antônio virar lobisomem.
Dito isso, deram umas risadas e foram deitar. Ao acabarem suas rezas e já debaixo das cobertas, ouviram as galinhas alvoroçadas no galinheiro. Ficaram quietas e viram que o barulho se aproximava. Quando menos esperavam, a parede da cozinha veio abaixo. Levantaram e correram até lá para ver e puderam avistar o bicho se afastando. Era um porco peludo e enorme, com a traseira mais alta do que a parte da frente que ia em disparada pela estrada na frente da casa. Sim, era o lobisomem. O Seu Antônio tinha resolvido se vingar da brincadeira das duas, e de quebra faturar umas bostinhas no galinheiro.
A mãe sempre contava essas histórias na hora da gente ir pra cama e eu sempre rezava uma Ave Maria extra, pro caso do Seu Antônio ainda estar vivo.
