segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Experimentações, talvez tudo tenha começado aqui.

Cresci numa casa com muitas mulheres. Se fossem sete, eu teria escrito um livro e tinha virado minissérie na Globo. Mas ao menos 3 ou 4 sempre estavam por perto. E mulher é tudo vaidosa, principalmente as de minha família, que não são lá bem dotadas de beleza natural e apelam pra todos os truques possíveis da química e da tecnologia moderna. Sendo assim, sempre fui muito vaidoso, a ponto de me besuntar de pomada minâncora dos pés à cabeça quando tinha 3 anos de idade (história contada pela minnha avó) e aparecer pelado, na cozinha parecendo um fantasma e dizer todo orgulhoso: " Olha mãe, passei todo o seu creme!". Fato que me rendeu umas palmadas e um banho com água quente, poderia ter sido aguarrás, pra remover o troço.
Pois bem, já com 6 anos e na primeira série, porque eu era adiantado e aprendi a ler sozinho, entro no banheiro depois de minha tia tomar banho e vejo um objeto azul... Um barbeador! Peguei e tranquei a porta. Por uma razão que eu nunca entendi, o armarinho com o espelho do banheiro lá de minha casa em Minas, em vez de ficar em cima da pia, fica bem alto oposto ao vaso sanitário. Subi no vaso e deu pra ver minha cara toda no espelho. Pegeuei o barbeador e já na primeira, que fazia tchan, foi-se minha sobrancelha esquerda. Batidas na porta.
_ Charles! Abre que eu esqueci meu prestobarba!
Suei frio, sabia que eu tinha feito merda. Abri a porta, já monocelha!
_ Mãaaaaaaae, vem ver o que o Charles fez!
Comecei a chorar, já imaginando a surra por ter mexido onde não devia. Em vez de palmadas, uma explosão de risos. Todo mundo da família chegando, apontando pra minha cara e rindo.
Jurei que não sairia mais de casa, nunca mais. Fui forçado a ir pra escola, e implorar pra ir de boné não surtiu efeito algum.
_Não queria ficar bonito? Agora vai assim, bonito!
Até crescer de novo, fui chamado de Carequinha... Meu palhaço favorito se tornou o pior apelido da minha infância.

10 comentários:

Mateus R. disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
Mateus R. disse...

AUHSHUASUHAUHSHU ai, gente, que péssimo ._.
Quanto eu tinha uns 8 anos, peguei minha tesoura escolar (sem ponta, como diria Eliana Dedinhos) e abri um caminho no meu cabelo. Bem no meio, e bem grosso, impossível de disfarçar.

Tive que raspar a cabeça. E com minhas orelhas de abano, q na época eram GIGANTES, imagina o resultado. =/
Trauma demais. Nunca me esquecerei auhsuashua



(PS: agora que caiu a ficha que você se chama Charles, e não Charlie. o.O)
=**************

Ravel disse...

queria ver.. uhaihaui

quando eu for pra sp vc vai raspar de novo preu vÊ né? :x

Guiggo disse...

Kkkkkkkk.....
EU fiz muita cagadinha assim quando criança......
adorei o post

Lorena Pôssa disse...

conheci o blog por acaso. adorei.
textos excelentes, gostosos de ler. deve ser porque sou de Minas. senti na pele as sensações.

abs!

Siamy disse...

ihhh
eu cortava meu cabelo, cortei meus cilios, minha sombrancelha... e uma vez tentando fazer a barba cortei meu rosto, eu sou mulher e tinha 4 anos de idade... que barba meu deus???

j. joplin disse...

eu ja raspei um pedaço da cabeça, tipo, na frente mesmo, descobrindo o prestobarba.

e quanto aos lenços umedecidos, é vida. se as pessoas soubessem as múltiplas utilidades que ele possui...

bemn vindo ao blog lá.

abraços.

Fravea disse...

conta dos cilios de vaca?

samiemaybe disse...

eu era super medrosa então nunca fiz nada disso, mas lembro d uma vaca d uma amiga q eu tinha q raspou a sobracelha e pos a culpa em mim!! e ngm acreditava em mim pq: "criança não mente" aff sofri mto, mas ri um bocado!! q nem d vc agora!!

hauahauahuahaua

Melissa Mell disse...

HAHAHHHAAHAHAHH, AMEI!
QUnado eu tinha uns 8 anos quis sentar na cadeirinha de bebê da minha irmã- puro ciúme, claaaro. OBEEEVIAMENTE que entalei, e meus pais riram mas ficaram judiando p eu não fazer mais: disseram que iam ter que chamar os bombeiros e que, se eu não desentalasse, no dia seguinte eu ia assim pra escola (toda uma imagem mental que fiz na hora, eu em pé com a cadeira na bunda, tipo uma abelhona): CAÍ NO CHORO e meu pai me tirou de lá.
Bjs